PLANO
MESTRE DE VALIDAÇÃO
Plano Mestre de Validação (Validation Master Plan - VMP), o VMP é o planejamento
de todas as atividades de validação com os objetivos, procedimentos, prazos e
responsabilidades definidos. Geralmente, são classificados como:
· Validação dos Processos Produtivos – o VMP lista todos os produtos que a empresa
fabrica, as datas que ocorreram a validação de cada um deles, as datas das próximas
revalidações e o número do relatório de validação para cada um;
· Validação de Limpeza – o Plano Mestre de Validação indica os produtos escolhidos
como críticos, que necessitam sofrer validação de limpeza e os respectivos relatórios
finais emitidos;
· Validação de Sistemas Computadorizados – atualmente, a Anvisa exige que os
sistemas computadorizados sejam validados, como, por exemplo, um software acoplado
às máquinas de produção, equipamentos do laboratório, entre tantos outros. Desta forma,
o VMP deve conter quais são os sistemas da empresa e o número dos relatórios;
· Qualificação de Equipamentos – toda a lista de equipamentos da empresa que sofrem
qualificação (produção, controle de qualidade, almoxarifado, pesagem, etc.) devem ser
descritos no VMP, com as respectivas datas de qualificação/requalificação e índices dos
relatórios finais.
O Plano Mestre de Validação de um processo específico, deve conter, no mínimo,
os seguintes tópicos:
1. Objetivo (e os requisitos prévios).
2. Apresentação da totalidade do processo e dos sub-processos, fluxograma, pontos
críticos / riscos.
3. Estrutura organizacional das atividades de validação
4. Motivo para inclusão ou exclusão de determinada validação
5. Sistema de rastreabilidade para referências e revisões
6. Treinamentos necessários para o programa de validação
7. Tipo de validação definido para cada sistema ou processo
8. Planejamento e cronograma das atividades a serem realizadas
9. Referência cruzada a outros documentos O Plano Mestre de Validação deve incluir
a validação dos procedimentos de limpeza e dos métodos analíticos.
“Sempre que uma empresa é auditada, um dos primeiros documentos que os auditores
solicitam é o VMP, pois o mesmo dá uma visão muito grande da situação dos processos
de validação daquela empresa. Dizemos que o Plano Mestre de Validação é um documento
vivo, já que sempre sofre atualizações. Com relação aos critérios, cada processo de
validação (limpeza, equipamentos e produção) possui critérios específicos e os mesmos s
empre devem estar detalhadamente descritos nos protocolos de validação”.
1- Desenvolvimento do Plano mestre de validação e validação de projeto.
1- PREPARAÇÃO DO PLANO MESTRE DE VALIDAÇÃO: A proposta deste documento
seria servir de base para o desenvolvimento de todo o programa de validação da empresa.
Busca explicitar o entendimento de todas as atividades a serem desenvolvidas, assim
como, determinar as responsabilidades não só sobre estas atividades, como também,
por todo o processo de validação propriamente dito. Este documento deverá incluir, no
mínimo,
os seguintes itens:
·
Aprovações e responsabilidades
·
Abrangências
·
Glossário de termos
·
Esboço preliminar do design da planta
·
Qualificação e especificação das matérias-primas
·
Descrição do processo
·
Divisão de áreas e suas classificações
·
Descrições dos serviços
necessários
·
Descrição dos equipamentos
·
Sistemas automatizados
·
Arquivo do histórico dos equipamentos
·
Documentos de construção (system master
file)
·
Protocolos necessários
·
POPs
·
Agenda do processo de validação
·
Monitoramento ambiental e tipo de tratamento
de efluente
·
Procedimentos analíticos e sua validação
·
Programa de calibração de equipamentos
·
.......... de treinamento
·
.......... de manutenção preventiva
·
.......... de controle de modificação
·
.......... de controle de documentos
·
Determinação do pessoal chave
·
Matrizes de documentos e exemplos de
protocolos, relatórios, NOPs e POPs
É necessário considerar diversos manuais de BPF como os do FDA, ANVISA e da
CEE, quando se inicia a confecção do plano mestre de validação. Este deve conter ainda
um índice que enumera todos as etapas a serem seguidas e um glossário de termos para
que toda a equipe de validação tenha a perfeita compreensão da terminologia utilizada.
Pode se
utilizar inclusive, glossários de termos de legislações vigentes relacionadas
às BPFc.
Na página de aprovação do plano mestre de validação (PMV.), será necessária a
participação das seguintes áreas:
|
Área |
Nome |
Assinatura |
Data |
|
Produção |
|
|
__/__/__ |
|
Engenharia |
|
|
__/__/__ |
|
Segurança |
|
|
__/__/__ |
|
Assuntos regulatórios |
|
|
__/__/__ |
|
Gerencia de
validação |
|
|
__/__/__ |
Como
exemplos de termos para um glossário do PMV temos:
- Critério de aceitação: Nível de qualidade aceitável para um dado produto, lote ou unidade
fabricada, assim como, seu critério ou nível de aprovação e rejeição.
- Change control: Sistema de controle formal pelo qual pessoas qualificadas de determinadas
áreas, revêem mudanças atuais ou propostas das mesmas, desde que estas afetem
diretamente na qualidade do produto e no seu status validado.
- D value: O tempo necessário para a uma dada temperatura se reduzir o número de
microrganismos a 90%.
- Áreas críticas: Locais onde produtos são mais expostos ao ambiente, em especial produtos
estéreis.
- Variáveis críticas de processo: Etapas do processo de fabricação de maior importância para
o produto em termosde sua qualidade. Áreas críticas podem possuir no máximo
100 000 partículas/m3 de ar que sejam maiores que 0.5 mm. Dependendo do tipo de produto
fabricado, este valor pode ser muito menor.
- Worst case (pior caso): Conjunto de condições localizadas em torno de limites máximos
e mínimos nos quais existe a maior chance do processo não funcionar, quando comparado
às condições ideias.
Seguindo-se os itens necessários para a confecção do PMV, consideraremos a confecção
dos diagramas preliminares e o desing da planta. Esta etapa pode ser também denominada
como design validation, onde se deve descrever o fluxo de materiais da empresa, pessoal e
produtos a serem fabricados, descrevendo como estes se enquadram às boas normas de
fabricação vigentes. Cada área produtiva deve ser classificada de acordo com a atividade
a ser desenvolvida, tendo a perfeita descrição e previsão dos serviços necessários para o
bom desenvolvimento das atividades realizadas.
Um
exemplo disto pode ser visto no controle do ar exaurido e insuflado em cada
setor;
-Filtros
HEPA para áreas estéreis - classes 100 e 10 000
-Controle de umidade relativa e temperatura 20 oC/ 25-30% UR efervescentes e 30oC/ 60%UR
para cápsulas gelatinosas duras.
Outro aspecto a se abordar seria a qualificação dos fornecedores de matérias-primas.
Neste ponto serão definidos os critérios de aceitação para cada material a ser utilizado na
empresa, estipulando-se suas características e testes a serem realizados. Com materiais
destinados à fabricação de sólidos orais, como, por exemplo, deve ser avaliado o tamanho
de partícula, densidade aparente, umidade e teor entre outras propriedades. Certificados
de análise devem ser obtidos de todos os fornecedores, especificando-se as condições
ideais de armazenagem ressaltando-se que produtos com monografias descritas em
armacopéias devem ter as mesmas como referências mínimas. Os certificados de análise
devem ser de três diferentes lotes e o processo de fabricação e os principais subprodutos de
síntese devem ser de conhecimento do comprador. Os fornecedores são obrigados a manter
as embalagens dos materiais fornecidos de acordo com as especificações da empresa.
A possibilidade de programas de re-engenharia de fornecedores de matérias-primas e
fornecimento
tipo “just in time“ devem ser considerados.
Na descrição do processo, devem ser mostradas todas as suas etapas, determinação
de etapas críticas, devendo isto ser feito para todos os produtos a serem fabricados. Deve
se incluir da recepção de matéria-prima até a embalagem final. Diagramas de blocos deverão
ser utilizados para tal. Deve ser prevista, inclusive a forma de empilhamento dos produtos
acabados.
Na classificação de salas e áreas se considera as atividades a serem realizadas, número de
pessoas envolvidas, grau de contaminação máximo permitido, determinando-se ainda, quais
sistemas serão utilizados para este controle. Estes sistemas são classificados como serviços
devendo englobar a produção de água (purificada ou para injetáveis), ar condicionado,
exaustão,
sistemas elétricos, vácuo, ar comprimido e sistemas de segurança.
Todos os equipamentos da planta produtiva devem ser enumerados. Seus programas de c
alibração e manutenção preventiva devem ser previamente estabelecidos. Especial cuidado
deve ser dispensado a sistemas eletrônicos e informatizados presentes.
A qualificação de projeto refere-se à avaliação prévia realizada antes da compra de
um equipamento ou reforma / construção de uma sala ou setor para checar se tais sistemas
se
enquadram dentro das BPFc.
2- ETAPA DE PRÉ-QUALIFICAÇÃO nesta etapa se realiza a revisão de todos os serviços,
áreas de produção, fluxo de produção, equipamentos e sistemas computacionais.
Os fornecedores devem ser inspecionados quanto às condições de produção, reprodutibilidade
e assepsia buscando uma confirmação do programa de fornecimento previsto. Posteriormente
será iniciada a confecção dos protocolos de validação. Nestes serão estabelecidos os sistemas
a serem validados, contemplando, métodos de análise, fabricação, sistemas computadorizados
e etc.... Todos os documentos associados aos protocolos deverão ser igualmente confeccionados.
Na tabela abaixo são exemplificados os protocolos mínimos necessários para a implantação de
um programa de validação (Tabela 1).
Tabela 1: Protocolos de
validação a serem implementados em um programa de validação:
|
Objetivo |
QI |
QO |
VP |
|
Fluxo |
S |
N |
N |
|
Gerador de luz |
S |
S |
N |
|
Ar condicionado |
S |
S |
N |
|
Água |
S |
S |
S |
|
Exaustão |
S |
S |
N |
|
Nitrogênio |
S |
S |
N |
|
Água fria |
S |
S |
N |
|
Vapor purificado |
S |
S |
N |
|
Vácuo de processo |
S |
N |
N |
|
Ar comprimido purificado |
S |
S |
N |
|
Ar comprimido de processo |
S |
N |
N |
|
Vácuo purificado |
S |
S |
N |
|
Vácuo de secagem |
S |
N |
N |
|
Sistemas computacionais |
S |
S |
S |
|
Processos de fabricação |
S |
S |
S |
|
Métodos analíticos |
N |
S |
S |
Todos os POPs (Procedimento Operacional Padrão)devem ter sido revisados e confeccio-
nados e posteriormente, reavaliadas de acordo com os resultados obtidos da implantação do
protocolo. A empresa deve possuir um suporte analítico bastante versátil para a implantação
do programa de validação. Todos os equipamentos devem ser previamente calibrados e qualifi-
cados antes de se iniciar a validação de um processo. Empresas devidamente cadastradas pelo
INMETRO-RBC podem ser usadas para a calibração destes equipamentos. O treinamento dos
funcionários deve ter sido iniciado e os mesmos devem ter conhecimentos suficientes sobre as
BPFc. Um completo histórico dos equipamentos existentes na empresa, contendo especificações,
certificados, manuais, curvas de performance, ordem de compra, informações sobre o fornecedor
devem
ser organizados, economizando tempo fundamental para o processo de validação.
Em
um protocolo de validação deve constar:
·
Objetivos
·
Responsabilidades
·
Etapas críticas do processo com os
equipamentos utilizados
·
Parâmetros a serem medidos e variações
aceitas
·
Metodologia analítica para teste do sistema
e critérios de aceitação
·
Descrição detalhada do sistema e
equipamentos
· Aprovação / responsabilidades das áreas envolvidas
3- ETAPA DE QUALIFICAÇÃO: o primeiro passo a ser executado nesta etapa será a
qualificação das instalações. A planta produtiva e áreas de serviços é avaliada segundo
sua adequação às BPFc, comparando-se a correspondência prática entre o projeto e sua
execução, considerando-se fluxo de materiais, pessoal, produção e material balance,
classificação ambiental, pressurização de área, e adequação de serviços e materiais de
construção. Deverão ser realizados testes de estanquedade dos filtros de ar, avaliada a
pressão diferencial das salas, a classificação das salas em repouso, a presença de todos
os serviços necessários nas suas quantidades reais (vácuo, ar comprimido, eletricidade
entre outros), a checagem, da possibilidade de limpeza e manutenção dos equipamentos,
assim como a avaliação dos programas de manutenção
em geral.
Em resumo, nesta etapa se
observa:
- Limpeza e manutenção;
-
Adequação do espaço aos equipamentos e materiais a serem utilizados;
-
Adequação da área (classificação);
-
Controle de contaminação;
-
Sistemas computacionais e sua instalação;
-
Exame de toda a documentação;
-
Descartes de resíduos e possibilidade de manutenção;
-
Conferência da correspondência dos materiais e aparelhos às especificações
do projeto;
- Checagem dos aspectos de segurança EPC e EPI (equipamentos de proteção individuais
e
coletivos.
Estando as instalações adequadas, se inicia a segunda etapa de qualificação, a chamada
qualificação operacional ou qualificação de equipamentos. Nesta etapa são verificadas
as condições operacionais dos equipamentos utilizados na produção e seus sistemas de
alarme e segurança. Para a qualificação de um equipamento temos:
Design Qualification: Confirma se os requisitos de BPFc e produção do equipamento ou
sistema foram atendidos quando de sua compra. Deve se observar:
4
Definir as exigências básicas do projeto
em termos simples;
4 Especificar os parâmetros de processo a serem monitorados em detalhes e rever estas
especificações com o usuário final;
4 Checar com o fabricante o controle de fabricação do equipamento e o registro / teste de
modificações críticas;
4 Inspecionar e testar o equipamento antes de seu embarque; FAT factory accetability teste,
primeira etapa do comissionamento;
4
Preparar relatório final de qualificação
de design.
Tendo sido finalizada a etapa de QD, se espera que o plano mestre referente a esta
atividade tenha sido concluído. Este documento deve ser considerado como um
documento que se atualiza constantemente, a cada nova informação obtida durante
a validação.
Sua validade média é de um ano. Nele deve constar além dos itens já citados:
4
Lista preliminar de equipamentos a serem
validados;
4
Diagramas dos equipamentos;
4
Dados dos locais de instalação;
4
Agenda preliminar das adaptações dos serviços
mecânicos e elétricos a serem realizados;
4
Resumo das especificações dos
equipamentos;
4 Determinação das inter-relações entre diversas peças de um equipamento e diferentes
equipamentos de uma linha
(family tree);
4 Qualificação do fornecedor do equipamento (experiência, familiarização com a empresa e
confidencialidade).
Nesta etapa se observa os conceitos básicos de BPEc e deve ser conduzida com a participação
da equipe de engenharia da empresa e o corpo técnico do fornecedor.
Qualificação de instalação: Realiza-se a segunda etapa de comissionamento SAT (site
accetability test) – testar o funcionamento do equipamento no seu destino. Confirma se
os componentes específicos do equipamento foram instalados corretamente; voltagem;
sentido de rotação, vazão de água purificada etc... segundo suas especificações, assim
como, se os mesmos se encontram calibrados e estas atividades documentados. Checa-se
aspectos de manutenção limpeza do equipamento no local instalado. Correlaciona-se se os
componentes dos equipamentos correspondem ao projeto do mesmo e seu manual e ainda,
se certifica os materiais utilizados na sua construção, garantindo a identidade dos mesmos.
Como exemplo, se cobra a certificação do aço inox e soldas orbitais utilizadas em um duto
para
condução de WFI.
Esta etapa garante que o equipamento foi construído de acordo com a solicitação da
empresa e instalado conforme a especificação do fabricante. Checa-se inclusive se os
circuitos eletrônicos do equipamento e demais itens. È fundamental que haja a
identificação do
equipamento pelo uso de numeração seqüencial (TAG).
Procedimento
para a qualificação de instalação:
v
Cheque
o número de série do equipamento antes de sua instalação;
v
Garanta
que o mesmo foi embalado segundo o especificado;
v
Cheque
que se todos os acessórios e manuais foram enviados junto com o equipamento;
v Verificar se toda a instalação foi realizada conforme projetado, inclusive a conexão c
om
os serviços necessários;
v
Instituir
e iniciar a rotina de calibração;
v
Testes
de IQ:
v Confeccionar o módulo de qualificação das instalações do protocolo de validação.
Nele
deve conter :
4
Descrição
do sistema;
4
Esquemas
eletrônicos e mecânicos;
4
Manual
do equipamento;
4
Componentes;
4
Lista
dos instrumentos de medida;
4
Relatórios
técnicos dos fabricantes;
4 Testes e checagens realizadas.
Qualificação operacional: teste de funcionamento do sistema ou equipamento, verificando
se ele funciona conforme previsto antes do início das operações; avalia-se o funcionamento
das várias partes do sistema de produção no intervalo de calibração. Como exemplo, tomamos
a pesagem de uma massa a ser homogeneizada em turbo-emulsificador, onde temos limites
máximos
e mínimos de peso; verificação do real volume de um tanque.
- Verificação de sistemas de alarmes e dispositivos de segurança: Temperaturas máximas de
trabalho para um tanque de xarope ou homogeneizador de supositórios; variação da espessura
de comprimidos e não enchimento de cápsulas; interrupção do funcionamento das hélices de
misturador
em sigma quando se levanta sua tampa.
-
Verificação dos sistemas automáticos e computadorizados dos equipamentos ou
sistemas;
- Verificação de umidade relativa, temperatura, partículas por metro cúbico, pressurização e
outros
aspectos que influenciam no processo em funcionamento simulado;
- Checagem se os valores medidos pelo equipamento (RPM, temperatura e etc …
correspondem a realidade)
Qualificação
de performance:
-Serão
utilizado nesta etapa, placebos nas Quantidades idênticas às reais.
~
Funcionamento da linha de embalagem com
placebos de tamanho igual ao original;
~ Checagem de velocidade de fluxo, temperatura e pressão em sistemas de envase com
líquidos com água;
~ Abertura e fechamento de válvulas de um tanque e sua movimentação, quando carregado
com água;
~ Em alguns casos, quando o equipamento é muito simples, nesta etapa se observará apenas
requisitos de BPFc em relação aos mesmos , principalmente se estes são muito antigos.
Algumas observações
devem ser feitas;
O nível de atenção dedicado ao equipamento ou acessório é proporcional a necessidade da
empresa e, sobretudo, ao impacto do mesmos a qualidade final do produto. Para o seu bom
funcionamento, o equipamento deve ter um elevado grau de controle direcionado ao mesmo,
sendo fundamental a implementação de um eficiente programa de calibração, manutenção
preventiva. Em alguns casos estes serão os únicos pontos de controle de BPFc. Maior
dificuldade de validação será observada em equipamentos com sistemas eletrônicos ou
computacionais.
Cada aparelho ou linha de produção deve possuir um logbook para o registro de
seu uso, produtividade, limpeza, calibração e manutenção. Uma linha de produção pode
ter
sua validação resumida da seguinte forma;
1-
Definição do uso;
2-
Definição das características técnicas;
3-
Delineamento do desing do sistema;
4-
Compra;
5-
QI;
6-QO;
7-Qualificação performance.
Os
seguintes documentos serão gerados nesta etapa:
·
Protocolo de validação
·
Desing dos equipamentos
·
Módulo de execução de teste
·
Relatório de validação
·
Procedimentos de utilização dos
equipamentos
·
Documentação de treinamento sobre utilização
dos equipamentos
PROTOCOLO
DE QUALIFICAÇÃO DE TANQUE DE PREPARO DE SOLUÇÃO
1 – Objetivo
Determinar as normativas utilizadas para qualificar os equipamentos do laboratório
Tabajara, objetivando o atendimento das exigências da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária - ANVISA, em especial o disposto na RDC 210 de 2003. Estabelecer os requisitos
necessários para que a qualificação de equipamentos realizada na empresa tenha um s
uporte técnico confiável, sendo acompanhada de evidências documentadas dos trabalhos
desenvolvidos.
2 - Abrangências
Qualificação dos equipamentos utilizados nos processos produtivos, incluindo máquinas de
envase, dornas, etc., do Laboratório Tabajara. A qualificação de equipamentos será dividida
em três etapas: instalação, operação e performance. As qualificações podem ser realizadas
por equipamento, por áreas, contemplando os equipamentos em determinada área, ou por
grupo de equipamentos, de acordo com a similaridade. Todas as etapas de qualificação
devem ser documentadas em cada estudo
3 - Responsabilidades
· Definir a abordagem para qualificação de equipamentos e sistemas conforme prioridades
do programa de validação da empresa, de acordo com a criticidade do equipamento / sistema
(ou grupo de equipamentos);
· Estabelecer em conjunto com o Controle de Qualidade, os experimentos envolvidos na
qualificação de
operação e / ou performance;
· Preparar junto ao setor responsável pelo equipamento em qualificação, os protocolos de
validação e matrizes de documentos a serem utilizados na qualificação (POP’s, Relatórios de
validação,
livros de registro, especificações técnicas, manuais, etc.);
·
Responder por
resultados inesperados;
· Responsabilizar-se pela aprovação de toda a documentação produzida durante a i
mplantação do programa de validação;
· Determinar a participação de pessoas de outros setores como colaboradores do programa
de validação.
Controle
de Qualidade
· Oferecer suporte técnico para análises e coordenação para as análises relacionadas às
etapas de
qualificação de operação e / ou performance;
·
Realizar as
devidas amostragens;
·
Realizar os
testes físico-químicos necessários;
|
ELABORAÇÃO:
|
VERIFICAÇÃO:
|
APROVAÇÃO:
|
Produção
Garantir a coerência
nos protocolos e relatórios de validação;
Auxiliar na execução
de amostragens, quando necessário;
Manter atualizada
a lista de assinaturas dos envolvidos no processo;
Checar a
qualificação, manutenção e calibração prévia, dos instrumentos e
equipamentos.
Manutenção
· Dar suporte técnico para realização, verificação e aprovação das especificações, critérios
de aceitação
e resultados obtidos na qualificação;
· Manter os equipamentos em perfeito estado de conservação seguindo todas as
determinações
do programa de manutenção preventiva dos equipamentos.
Co-executar com o setor produtivo a qualificação
4-
Guarda da Documentação
· Todos os documentos originais durante a validação, ficam sob a responsabilidade do
executante da
validação;
· Os documentos concluídos serão arquivados na Garantia da Qualidade, após terem sido
devidamente aprovados.
5- Memorial descritivo de
equipamento:
5.1- Especificações Funcional: tanque de aço inox destinado a preparação de anestésico
local
Tabajara antes de sua filtração esterilizante.
5.2 – Especificações técnicas:
1-
No de TAG: 164
2-
Material de construção: aço inoxidável AISI 304
3-
Modelo: NC
4-
Fabricante: Quiminox
5-
Numero de serie: NC
6-
Data de fabricação: NC
7-
Localização: 4o Andar
8-
Ativo fixo: 1794
9-
Tensão de rede: 220 V
10-
Tensão de comando: NC
11-
Freqüência de rede: 60 Hz
12-
Pressão de ar comprimido: 200 m3/h
13-
Capacidade: 650 L
5.3 – Descrição de funcionamento: verificar se o painel de comando se encontra
devidamente energizado e se o ar comprimido se encontra ligado. O equipamento é
ligado, acionando o funcionamento da agitação; o tanque é pressurizado com nitrogênio
filtrado e a descarga de produto é feita em válvula de alavanca no fundo do tanque.
O mesmo possui sistema de clean in place por vapor puro. Após a remoção do produto,
o tanque é limpo,
desmontado e esterilizado.
5.4- Descrição do sistema / equipamento: tanque em aço inox 304, de capacidade
de 650 L, provido de agitação mecânica impulsionada por motor elétrico. Contém 02
válvulas de diafragma (numeração 001 e 002), válvula de esfera 001, válvual de pressão
001 e manômetro para controle de pressão. Provido de tubulação para fornecimento de
serviços,
vapor, nitrogênio e ar comprimido.
5.5- Controle de modificações: qualquer alteração no equipamento somente poderá
ser realizada com a aprovação da Coordenação de Garantia da Qualidade, avaliando se
a forma de como esta alteração impactará no status qualificado deste equipamento e
a necessidade de uma nova qualificação.
5.6
– Qualificação de instalação. Data
de realização ___/___/___ :
|
Ponto observado |
Especificação |
Observado |
Conforme ( S ) (
N ) |
|
TANQUE
DE MISTURA |
|||
|
Existe
manual técnico do equipamento? |
Presente |
Sim |
( ) |
|
Existe
certificado do material de construção do tanque ? |
Aço
Inox 316 |
Teste
realizado positivo |
(
) |
|
O
Tanque consegue manter estanque o nitrogênio insuflado ? |
Estanquedade |
Mantém
a pressão no manômetro |
(
) |
|
Havia
certificado de calibração do manômetro |
Calibrado |
Calibração
vigente |
(
) |
|
Foi
realizado teste hidrostático? |
Não apresenta vazamentos no
tanque |
Tanque
sem vazamentos |
(
) |
|
O
equipamento está identificado ? |
Número
de TAG presente |
TAG
presente |
(
) |
|
As
superfícies externas do tanque são adequadas |
Soldas
decapadas e passivadas. Acabamento |
Conforme |
(
) |
|
O
tanque possui capacidade 650 L |
650
L |
Capacidade
de 650 L na marca
especificada |
(
) |
|
Tampa
do tanque |
Não
deve apresentar sinais de corrosão nem danos que possam causar mal
funcionamento |
Conforme
as especificações |
(
) |
|
Vedação
da tampa |
O
silicone da tampa utilizado como vedação se encontra em bom estado |
Conforme
especificado |
(
) |
|
As
superfícies internas do tanque se encontram em bom estado |
Soldas
decapadas e passivadas. Acabamento polido |
Conforme
especificado |
(
) |
|
Ponto observado |
Especificação |
Observado
|
Conforme ( S ) (
N ) |
|
AGITADOR |
|||
10
O agitador está identificado?
|
TAG
presente |
OK |
(
) |
|
Fabricante
identificado? |
WEG |
OK |
(
) |
|
Qual
a potência do motor? |
0,37
Kw |
OK |
(
) |
|
Qual
a rotação do motor? |
1730
rpm |
OK |
(
) |
|
Qual
a tensão de alimentação elétrica? |
220
V |
OK |
(
) |
|
Qual
a freqüência de funcionamento? |
60
Hz |
OK |
(
) |
|
Qual
o material das hastes e hélices? |
Aço
inox 316 |
OK |
(
) |
|
Estado
geral das hastes: |
Sem
falhas e com fixação perfeita. Não deve apresentar desgastes ou danos
que possam levar a contaminação |
OK |
(
) |
|
Estado
geral das hélices: |
Sem
falhas e com fixação perfeita. Não deve apresentar desgastes ou danos
que possam levar a contaminação |
OK |
(
) |
|
Ponto observado |
Especificação |
Observado |
Conforme ( S ) (
N ) |
|
VÁLVULA
DE DIAFRAGMA |
|||
11
A válvula está identificado?
|
TAG
presente |
OK |
(
) |
|
Funcionalidade: |
Entrada
de vapor no tanque |
NA |
NA |
|
Fabricante
da válvula: |
Sisto |
OK |
(
) |
|
Qual
o material da válvula? |
Aço
inox 316 |
OK |
(
) |
|
Qual
o material da junta? |
Silicone |
OK |
(
) |
|
Conexão
|
1
pol TC |
OK |
(
) |
|
Estado
geral da válvula: |
Não
deve apresentar falhas de conexão ou
vazamentos |
OK |
(
) |
|
Ponto observado |
Especificação |
Observado
|
Conforme ( S ) (
N ) |
|
VÁLVULA
REGULADORA DE PRESSÃO |
|||
12
A válvula está identificado?
|
TAG
presente |
OK |
(
) |
|
Funcionalidade: |
Regular
a pressão de nitrogênio no tanque |
NA |
NA |
|
Fabricante
da válvula: |
CKD |
OK |
(
) |
|
Modelo
da válvula |
R
1000-BG-NT série 1622 |
|
|
|
Qual
o material da válvula? |
Aço
inox 316 |
OK |
(
) |
|
Ponto observado |
Especificação |
Observado
|
Conforme ( S ) (
N ) |
|
MANÔMETRO |
|||
13
Componente está identificado?
|
TAG
presente |
OK |
(
) |
|
Funcionalidade: |
Controlar
a pressão de nitrogênio no tanque |
NA |
NA |
|
Fabricante
do manômetro: |
Fambras |
OK |
(
) |
|
Escala |
0-11
Bar |
|
|
|
Há
certificado de calibração? |
Presente
e válido |
OK |
(
) |
|
Estado
geral da válvula: |
Não
deve apresentar falhas de fixação e
não apresenta danos que possam causar mal funcionamento |
OK |
(
) |
|
Ponto observado |
Especificação |
Observado
|
Conforme ( S ) (
N ) |
|
SEGURANÇA |
|||
14
O local possui dimensões adequadas?
|
Sim |
OK |
(
) |
|
A
instalação do equipamento atende as condições de uso |
Sim |
OK |
(
) |
|
Todos
os EPIs e EPCs necessários estavam presente no setor: |
PPRA |
OK |
(
) |
|
Existia
POP de operação no setor |
Sim |
OK |
(
) |
|
Existia
registro de treinamento de pessoal no setor |
Sim |
OK |
(
) |
|
Ponto observado |
Especificação |
Observado
|
Conforme ( S ) (
N ) |
|
UTILIDADES |
|||
15
As utilidades estão conectadas de forma a facilitar a limpeza?
|
Sim |
OK |
(
) |
|
O
fornecimento de WFI está funcionando conforme previsto? |
Sim |
OK |
(
) |
|
O
fornecimento de N2 está funcionando conforme previsto? |
PPRA |
OK |
(
) |
|
Ponto observado |
Especificação |
Observado |
Conforme ( S ) (
N ) |
|
UTILIDADES |
|||
|
O
fornecimento de vapor puro está funcionando conforme previsto? |
Sim |
OK |
(
) |
|
Estado
da pintura das tubulações |
Não
deve apresentar falhas e pontos de corrosão; deve seguir padrão de cor |
OK |
(
) |
|
Limpeza
externa |
Não
deve apresentar sujidades na parte externa do componente |
OK |
(
) |
5.7 –
Qualificação operacional/performance. Data
de realização ___/___/___ :
|
Ponto observado |
Especificação |
|
( S ) (
N ) Conforme |
Corrida |
|
|
TANQUE
DE MISTURA |
|||||
|
O
Tanque mantém a pressão de
operação quando carregado ? |
1,5
Bar por 5minutos |
Mantém
a pressão no manômetro |
(
) |
|
|
|
Foi
observado algum vazamento de solução anestésica com o tanque
pressurizado? |
Não apresentarvazamentos no
tanque |
Tanque
sem vazamentos |
(
) |
|
|
|
Qual
a rotação do motor durante a fabricação do produto? |
1730
-1300rpm |
OK |
(
) |
|
|
|
Qual
a freqüência de funcionamento durante a fabricação do produto? |
60
Hz |
OK |
(
) |
|
|
|
VÁLVULA
DE DIAFRAGMA |
|
||||
16
A válvula de vapor apresentava vazamento de vapor durante sua
utilização?
|
Sem
vazamentos |
OK |
(
) |
|
|
|
A
válvula abre e fecha com facilidade? |
Conforme |
OK |
(
) |
|
|
|
A
vazão de vapor atende as necessidades para limpeza do tanque, cobrindo
toda sua superfície interna? |
Conforme |
OK |
(
) |
|
|
|
Ponto observado |
Especificação |
Observado
|
( S ) (
N ) Conforme |
Corrida |
|
VÁLVULA
REGULADORA DE PRESSÃO |
||||
17
A válvula de controle de pressão de nitrogênio
apresentava vazamento durante sua utilização?
|
Manutenção
de pressão no manômetro com a entrada de nitrogênio no tanque fechada |
OK |
(
) |
|
|
A
vazão de nitrogênio atende as necessidades para o funcionamento do
tanque? |
5,0
bar de pressão no manômetro |
OK |
(
) |
|
|
A
válvula abre e fecha com facilidade? |
Conforme |
OK |
(
) |
|
|
A
vazão da linha de WFI se encontra conforme especificado ? |
|
OK |
(
) |
|
5.8 – Programa de manutenção preventiva: O equipamento em qualificação se encontra
dentro do programa de manutenção preventiva/corretiva da empresa, estando disponível todas
as
peças de manutenção necessárias para a boa condução do mesmo.
5.9
- Não conformidades observadas:
5.10 - Observações:
5.11- Conclusões:
6 – Re-qualificação
Deve se revalidar os equipamentos a cada 03 anos ou realizar a revalidação completa em
casos de:
§
Alterações nos equipamentos;
§
Alterações de especificações técnicas,
funcionais ou de desempenho;
§
Alterações de especificações do processo
de fabricação;
§
Alterações de sistemas auxiliares.
§
Remanejamento dos Equipamentos.
§
Alterações de Lay Out.
A última etapa da validação da planta produtiva seria a validação de processo de
fabricação. A validação do processo de fabricação pode ser conduzida por 03 diferentes
abordagens. Uma delas se baseia em dados históricos, enquanto as outras duas se
baseiam em dados experimentais. A primeira é conhecida como validação retrospectiva,
enquanto as outras duas, como validação prospectiva (realizada antes do sistema entrar
em funcionamento ou do produto entrar no mercado) e a outra validação concorrente,
realizada
concomitantemente ao funcionamento do sistema.
Validação retrospectiva - Escolha do produto. O produto deve ser escolhido, considerando
que seu primeiro lote foi fabricado com instalações e equipamentos qualificados, pelos
seguintes aspectos:
Ø
Processo estável
e robusto;
Ø
Sem alteração
por um período de tempo longo;
Ø
20 lotes
consecutivos (arbitrário);
Ø
Sem alteração de
excipientes ou ativos;
Ø
Sem alteração de
equipamentos;
Ø
Sem alteração de
processo de fabricação.
A Garantia da Qualidade, em colaboração com a produção é a principal responsável
pelo trabalho (veracidade dos fatos). A preparação do procedimento escrito contemplará
as responsabilidades do grupo de validação, os produtos a serem validados por ordem de
prioridade (vendas, fora de linha, teor de ativo e tipo de formulação), a seleção de etapas
críticas e parâmetros a serem medidos, a periodicidade de reuniões do grupo de trabalho e
seu líder o “Follow up “ para achados
inesperados e aprovações e a localização
dos arquivos.
O protocolo de validação deve
conter:
v
Dados coletados;
v
No de
lotes estudados;
v
Tratamento estatístico;
v
Agenda de validação
e data de aprovação.
Considerações gerais:
Ø
Considerar informações
do SAC;
Ø
Não observar
rendimento como medida (soma de influências);
Ø Qualificação de fornecedores (ajuste de especificações) e variabilidade de
características
das matérias-primas deve ser observado. Quando se iniciaram?
Ø
Loog Books e
alterações da planta = Pode desqualificar um processo;
Ø
Avaliar a
veracidade dos batch records. Rejeitados ou reprocessos devem ser excluídos.
Finaliza-se a validação, com a confecção do respectivo relatório de validação. Neste deve
se calcular médias e desvios padrão de cada ponto de checagem de BPF e verificar se estes
enquadram nas especificações do produto. Buscar estabelecer planilhas para as diferentes
variáveis
monitoradas no desafio de processo estabelecido (Média, desvio padrão
e teste T).
Validação concorrente
Ø
Preparar o diagrama de
processo com as variáveis possíveis para cada operação unitária;
Ø
Preparar fluxograma de
processo;
Ø
Determinar os pontos críticos
e limites de especificação;
Ø
Acompanhar cada passo do
processo – checagem de BPF;
Ø
Procedimento de teste e
amostragem (desafio) ;
Ø
Correr 03 lotes
consecutivos e dentro das especificações;
Ø
O processo se inicia na
pesagem e finaliza na embalagem secundária
Validação
prospecti
Etapas
iniciais:
Ø
Desenvolvimento
da formulação; Desenvolvimento do processo.
Ø
Desing
do processo:
Ø
Preparar
diagrama de processo; Matriz de influências;
Ø
Procedimentos
experimentais; Protocolos.
Ø
Caracterização:
Ø
Identificar
as variáveis críticas para cada etapa;
Ø
Estabelecer
as tolerâncias máximas e mínimas;
Verificação:
ü
Ajustar
o protocolo de validação;
ü
Determinar
as variações do processo em condições de operação;
ü
Prepara
documentos de transferência de processo;
ü
Finalizar
as especificações de processo;
ü
Correr
3 lotes pilotos;
ü
Proceder
a validação formal.
EXEMPLO DE PROTOCOLO DE VALIDAÇÃO DE PROCESSO
2. Abrangência: Este procedimento é aplicável ao processo de fabricação dos produtos
Chophytol
e Passiflorine na unidade de produção da Millet Roux.
3.
Responsabilidades:
Setor de Garantia de Qualidade:
·
Revisão do procedimento fabricação e seu
fiel cumprimento (Ordem de fabricação);
·
Revisão dos procedimentos operacionais de
cada equipamento utilizado no processo;
· Revisão de toda a documentação de qualidade relacionada ao processo de fabricação
do produto;
· Estabelecer as etapas críticas, testes a serem realizados, limites de aceitação e e
stratégia de amostragem
utilizada na etapa de desafio do processo de fabricação do produto;
· Checagem da prévia qualificação das matérias-primas, instalações e equipamentos
utilizados na fabricação do produto fabricado;
· Checagem da prévia validação das metodologias analíticas utilizadas nos testes de
desafio e controle de qualidade do produto Fabricado;
· Preparar o protocolo e o relatório de validação e os protocolos de change control referentes
à fabricação do produto Fabricado;
· Estabelecer o programa de treinamento referente à certificação de operadores para a
fabricação produto
Fabricado.
Setor de
Produção Farmacêutica:
·
Disponibilizar materiais, pessoal e utensílios
necessários para a validação;
·
Disponibilizar logbooks e demais
documentações de qualidade sob a guarda deste setor;
·
Coordenar a execução dos três lotes
consecutivos, alvos do estudo de validação;
·
Auxiliar no estabelecimento dos critérios de aceitação;
·
Auxiliar na amostragem durante a fabricação
do produto
·
Revisar o protocolo e o relatório de validação
preparados;
·
Aprovar o protocolo e o relatório de validação.
Controle de Qualidade;
·
Realização das amostragens;
·
Realização dos testes físico-químicos e
microbiológicos necessários;
·
Aprovação dos ensaios realizados durante a
validação;
·
Revisar o protocolo e o relatório de validação
preparados;
·
Aprovar o protocolo e o relatório de validação.
Engenharia:
· Supervisão do serviço de montagem e manutenção de equipamentos e utilidades
utilizados na fabricação do produto Fabricado;
·
Auxilio na checagem dos protocolos de
qualificação de equipamentos e instalações;
· Supervisão do programa de calibração de equipamentos de medição utilizados no processo
de fabricação produto Fabricado
4. Considerações Preliminares: Todo esforço de validação aqui desenvolvido segue a
abordagem concorrente, conforme descrito na RDC 210. As diretrizes gerais a serem
seguidas se encontram relacionadas no protocolo geral de validação concorrente PPO XX-23.
É pré-requisito para a validação do processo de fabricação, a qualificação de todas
matérias-primas, dos equipamentos utilizados na produção, das instalações onde este
produto é fabricado e ainda, devem ser validados todos os procedimentos de limpeza de
equipamentos, utensílios e área e as metodologias analíticas empregadas na análise de
produto final, intermediário
e nos testes de desafio de processo.
Os seguintes documentos são utilizados como base para o desenvolvimento
deste protocolo:
§
Os equipamentos devem ser qualificados
segundo o protocolo geral
PPO XP-002;
§
As instalações devem ser qualificadas segundo o
protocolo geral PPO XP-003;
§
As matérias-primas devem ser qualificadas
segundo o protocolo geral
PPO XP-002;
§
Os métodos analíticos devem ser validados
segundo o protocolo geral PPO XP-003;
§
Os procedimentos de limpeza devem ser
validados segundo o protocolo geral PPO XP-004;
§ A validação do processo de fabricação segundo a abordagem concorrente segue o protocolo
geral PPO XP-005;
§ Deve Ter sido observada a manutenção de todos os equipamentos de produção segundo
o PPO XP- 006;
§ Todos os instrumentos de medição utilizados para monitoração e teste do processo
devem estar calibrados por órgão
credenciado na RBC INMETRO segundo o PPO XP-007.
Para a validação do processo de fabricação, serão utilizados 3 lotes consecutivos.
O produto final produzido deve atender às especificações farmacopéicas (quando o caso)
ou aquelas determinadas pela empresa como adequadas. Caso um lote se encontre fora
destas especificações ou não atenda os valores especificados como limites de aceitação
no teste desafio de processo, deve-se fazer a alteração necessária no mesmo (emitir
protocolo de controle de modificação) e outros três novos lotes devem ser testados para
que o processo de validação
seja considerado como concluído.
4.2
Revalidação:
O processo deverá ser revalidado a cada 20 lotes, podendo-se optar para esta revalidação
pela abordagem retrospectiva ou, no caso do processo estar apresentado desvios acima
dos esperados pelo estado de controle estatístico, pela abordagem concorrente. Durante
este período (decorrer de 20 lotes), o processo deve ter mantido seu status validado sem
alterações. Devem ser confrontados os dados obtidos no programa de estabilidade (conduzido
segundo PPO XP-024) referente a estes 20 lotes com os resultados de revalidação de forma a
se
confirmar a adequabilidade do processo de fabricação.
Determina a necessidade de revalidação e conseqüentemente a emissão de um protocolo
de
controle de modificação:
§
Substituição de matéria-prima ou fornecedor
qualificado;
§
Troca de equipamento utilizado no processo;
§
Alterações no procedimento de fabricação;
§
Alterações nas dimensões de lote;
§
Alterações do local onde o produto era fabricado;
4.3 Amostragem: O processo de amostragem segue a normatização proposta no Militar
Standart e na NBR 5426, nos planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos.
ABNT-
Brasil, 1989.
5.
Procedimento
5.1 Descrição
do produto:
5.2
Avaliação de especificação e qualificação
das matérias-primas utilizadas no processo.
Todas as matérias-primas utilizadas no processo de fabricação do produto FABRICADO CREME
CAPILAR tem suas especificações obtidas da Farmacopéia Européia 2000, Americana (USP 25)
ou, em sua ausência, do Manual da CTFA.
|
Matéria Prima
|
Especificação
de Matéria Prima Parâmetros
críticos |
Especificação completa |
|
Matéria-
prima USP Código
1XXXX-X FORNECEDOR
QUALIFICADO S ( )
N ( ) |
Teor:
XX% - |
PPO
XX-01 |
|
|
|
|
|
|
|
|
5.3 Qualificação das instalações destinadas à fabricação do Fabricado 60 mL: Checar a
adequação da área destinada à fabricação do produto em termos das BPFs (Boas Práticas de
Fabricação
Vigentes), assim como de todos os
serviços utilizados durante o processo.
|
Descrição |
Serviços
utilizados |
Classificação
ambiental |
Área
Qualificada? S ( ) N ( ) PPO/Relatório
No : |
Verificado
por: Data: |
|
||||
|
Sala
de Pesagem |
HVAC Qualificado? S ( )
N ( ) PPO
____________ |
Classe D DP= 15 Pa |
S (
) N ( ) PPO ____________ |
___/___/__ |
|
||||
|
Boxe
de Fluxo Laminar para pesagem de matérias-primas |
HVAC Qualificado? S ( )
N ( ) PPO
____________ |
Classe A Dp=
NA |
S (
) N ( ) PPO
____________ |
___/___/__ |
|
||||
|
Sala
de Lavagem |
HVAC e PW HVAC Qualificado? S ( )
N ( ) PPO
____________ PW Qualificada?
S ( )
N ( ) PPO
____________ |
NC Dp=NA |
S (
) N ( ) PPO
____________ |
___/___/__ |
|
||||
|
Área
de produção |
HVAC, PW e ar comprimido HVAC Qualificado? S ( )
N ( ) PPO
____________ PW Qualificada?
S ( )
N ( ) PPO
____________ Ar comp. Qualificado?
S ( )
N ( ) PPO
____________ |
Classe D Dp=15Pa |
S (
) N ( ) PPO
____________ |
___/___/__ |
|||||
|
|
|
|
|
|
|||||
|
Descrição |
Serviços
utilizados |
Classificação
ambiental |
Área
Qualificada? S ( ) N ( ) PPO/Relatório
No : |
Verificado
por: Data: |
|
||||
|
Sala
de envase |
HVAC e Ar comprimido HVAC Qualificado? S ( )
N ( ) PPO
____________ Ar comp. Qualificado?
S ( )
N ( ) PPO ____________ |
Classe D Dp=NA |
S (
) N ( ) PPO
____________ |
___/___/__ |
|||||
|
|
|
|
|
|
|||||
5.4 Equipamentos acessórios e utensílios: Checar a identificação, o status de limpeza do
equipamento ou utensílio (verificar se o processo de limpeza é validado) e se o equipamento
foi qualificado. No caso de alguma não conformidade, registrar no campo de observações e
comunicar a Garantia da Qualidade para que as
providências necessárias sejam tomadas
|
IDENTIFICAÇÃO |
AVALIAÇÃO |
|||||
|
Item |
Descrição |
TAG |
Calibrado em: |
Próxima calibração: |
Qualificação: S ( )
N ( ) PPO/Relatório No : |
Verificado por: Data: |
|
01 |
Tanque
cilíndrico Sans Souci 750 L com misturador em hélice Weg 10 Hp 3420 rpm
3F em aço inox 304 |
T2 |
___/___/__ |
___/___/__ |
S (
) N ( ) PPO
____________ |
___/___/__ |
|
02 |
|
|
|
|
|
|
|
03 |
|
|
|
|
|
|
|
04 |
|
|
|
|
|
|
|
05 |
|
|
|
|
|
|
A manipulação dos produtos fabricados deve ser descrita detalhadamente apontando-se
inclusive
pontos críticos de controle e limites de aceitação:
A fabricação do produto
Fabricado deve seguir o diagrama de fluxo do processo abaixo:
Legenda: As setas representam os testes que serão realizados para a validação do processo.
Os quadros amarelos representam os processos e equipamentos envolvidos, enquanto os
verdes
as matérias-primas e ativos envolvidos:
5.7 Avaliação da reprodutibilidade do processo: Realizar a fabricação de três lotes
consecutivos de forma a se garantir a reprodutibilidade do processo. Nas etapas críticas do
processo, deve se desafiar o mesmo em 03 valores de suas variáveis críticas, um mínimo,
um máximo e um valor intermediário, sendo o primeiro lote realizado com todos os parâmetros
do desafio em seus valores mínimos, no segundo o valor intermediário e o terceiro no valor
máximo. Todas as atividades de fabricação devem ser acompanhadas, monitoradas e
controladas e os registros realizados nas tabelas abaixo. Caso se obtenha um produto fora das
especificações deve se iniciar novamente o estudo, realizando-se, no entanto, as modificações
necessárias
para o seu ajuste.
5.7.1 Checagem do processo de pesagem: Realizar a checagem da pesagem das
matérias-primas a serem utilizadas no processo, observando sua procedência, procedimento
de pesagem (limpeza da sala e dos boxes de pesagem, seus registros e procedimentos),
calibração das balanças e liberação pelo Controle de Qualidade. Este procedimento deve
ser realizado em cada um dos três
lotes consecutivos fabricados durante o esforço de validação.
OF Nº: ______
Peso do Lote 1000 Kg
Produto:
Código: 10001
Lote
:_____________
Data de Fabricação: ___/___/___
|
BALANÇA
UTILIZADA: TAG__________ |
BALANÇA
UTILIZADA: TAG__________ |
|||||
|
CALIBRADA
? S (
) N ( ) |
CALIBRADA
? S (
) N ( ) |
|||||
|
PRÓXIMA
CALIBRAÇÃO EM: ___/___/___ |
PRÓXIMA
CALIBRAÇÃO EM: ___/___/___ |
|||||
|
SALA
LIMPA EM: ___/___/___ PPO No : __________ |
SALA
LIMPA EM: ___/___/___ PPO No : __________ |
|||||
|
BOXE
LIMPO EM ___/___/___ PPO No :
__________ |
BOXE
LIMPO EM ___/___/___ PPO No :
__________ |
|||||
|
ESPECIFICADO |
ENCONTRADO |
|||||
|
Produto |
Código |
Quantidade a pesar |
Quantidade Pesada |
Conferido por: |
Laudo de análise No |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Verificado
por: |
Data: |
|
Observações: |
|
5.7.2
Amostragem
durante o processo:
Descrever cada etapa de amostragem e como a mesma
deve ser realizada
Rotulagem das amostras: todas as amostras colhidas durante o esforço de validação devem
ser rotuladas segundo o modelo descrito abaixo, e encaminhadas imediatamente para o
laboratório de controle de
qualidade para análise.
AMOSTRA
PARA ANÁLISE LOTE
DESTINADO À VALIDAÇÃO DE PROCESSO PRODUTO:____________________________________ LOTE:___________EQUIPAMENTO:________________ FASE:______________
PESO:___________________ VOLUME:_____________________________________ ANALISTA:_______________RUBRICA:____________ DATA:___/___/___ COORDENAÇÃO DE VALIDAÇÃO________
5.7.3 Checagem da adequação das instalações: Durante a fabricação de cada um dos lotes
em teste durante o esforço de validação, deve se realizar uma checagem em relação à
adequação das instalações utilizados na
fabricação do Fabricado segundo as informações abaixo:
OF Nº: ______
Peso do Lote: 1000 Kg
Produto:
Código: 10001
Lote :_____________
Data de Fabricação: ___/___/___
|
Local |
Especificação |
Encontrado |
Laudo ou registro? (S) (N) |
Verificado por: Data: |
|
1- Almoxarifado de matérias - primas |
Limpeza do local, ausência de sobras de MP e
etiquetas de limpeza. |
Conforme
( ) Não Conforme (
) |
Registro
de limpeza RL XP-01 (
) (
) |
|
|
2- Sala de pesagem |
Limpeza do local, ausência de sobras de MP e
etiquetas de limpeza e pesagem. Qualificação da Instalação. Ambiente
classe D. |
Conforme
( ) Não Conforme (
) |
Registro
de limpeza RL XP-01 e
PPO XP-002 (
) (
) |
|
|
3- Sala de Lavagem |
Limpeza da sala
e organização do local. Ausência de utensílios e materiais
estranhos ao processo. |
Conforme
( ) Não Conforme (
) |
Registro
de limpeza RL XP-01 (
) (
) |
|
|
4- Sala de Fabricação |
Limpeza da sala
e organização do local. Qualificação da instalação. Ambiente
classe D. |
Conforme
( ) Não Conforme (
) |
Registro
de limpeza RL XP-01 e
PPO XP-002 (
) (
) |
|
|
5- Sala de envase |
Limpeza da sala
e organização do local. Qualificação da instalação. Ambiente
classe D. |
Conforme
( ) Não Conforme (
) |
Registro
de limpeza RL XP-01 e
PPO XP-002 (
) (
) |
|
OF Nº: ______
Peso
do Lote 1000 Kg
Produto: Fabricado 60 mL
Código:
10001
Lote :_____________
Data de Fabricação: ___/___/___
|
Local |
Especificação |
Encontrado |
Laudo ou registro? (S) (N) |
Verificado
por: Data: |
|
1- Boxe de pesagem de fluxo
laminar |
Limpeza do local, ambiente
classe A, qualificação da instalação e ausência de utensílios no
local. |
Conforme
( ) Não Conforme ( ) |
Registro de limpeza RL XP-01 e PPO XP-002 (
) (
) |
|
5.7.4 Checagem da adequação dos equipamentos: Durante a fabricação de cada um dos
lotes em teste durante o esforço de validação, deve se realizar uma checagem em relação
à adequação dos equipamentos utilizados na fabricação do Fabricado segundo as informações
abaixo:
OF Nº: ______
Peso
do Lote 1000 Kg
Produto:
Código: 10001
Lote :_____________
Data de Fabricação: ___/___/___
|
Equipamento |
Especificação |
Encontrado |
Laudo ou registro? (S) (N) |
Verificado
por: Data: |
|
|
|
Conforme
( ) Não Conforme ( ) |
Registro de limpeza RL XP-01 e PPO XP-022 (
) (
) |
|
5.7.5 Checagem do processo: neste etapa são avaliadas a reprodutibilidade do processo e
a adequação do mesmo às Boas Práticas de Fabricação dos três lotes fabricados no esforço
de
validação.
OF Nº: ______
Peso
do Lote 1000 Kg
Produto:
Código:
10001
Lote :_____________
Data de Fabricação: ___/___/___
|
Etapa |
Parâmetro
observado |
Especificado |
Obtido |
Pontos
críticos |
Realizado
por: Data: |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Controle
de processo;
|
Máquina: |
Lote: |
Limite ideal: ± 0.2% |
Início do envase: Final do envase: |
||||||||||
|
Hora de
coleta |
P1 |
P2 |
P3 |
P4 |
P5 |
P6 |
P7 |
P8 |
P9 |
P10 |
|||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|||
|
Pe
Peso Médio: DP
R: MaMaior
peso: MeMenor
peso: densidade: |
|||||||||||||
|
ObOservações
e ajustes de máquina realizados:
|
|||||||||||||
5.7.6 Embalagem secundária:
OF Nº: ______
Peso
do Lote 1000 Kg
Produto:
Código: 10001
Lote :_____________
Data de Fabricação: ___/___/___
|
Material
de Embalagem |
Especificação
Material de Embalagem |
Conforme
|
|
Cartucho |
|
S ( )
N ( ) |
|
Cartucho |
|
S ( )
N ( ) |
|
Cartucho |
|
S ( )
N ( ) |
|
Cartucho |
|
S ( )
N ( ) |
|
Cartucho |
|
S ( )
N ( ) |
|
Cartucho |
|
S ( )
N ( ) |
|
Cartucho |
|
S ( )
N ( ) |
|
Cartucho |
|
S ( )
N ( ) |
|
Cartucho |
|
S ( )
N ( ) |
5.7.7 Checagem do processo de embalagem secundária:
OF Nº: ______
Peso
do Lote 1000 Kg
Produto:
Código: 10001
Lote :_____________
Data de Fabricação: ___/___/___
|
Etapa de Fabricação |
Parâmetro |
Parâmetro de
processo |
Valor
Obtido |
Passou/ Falhou |
|
Fechamento
dos frascos |
Pressão da rosqueadora |
4,0 a 6,5
[kgf/cm2] |
|
|
|
Colocação
de Bula |
Frasco
sem bula |
NA |
NA |
|
|
Encartuchamento |
Cartuchos
íntegros e fechados |
NA |
NA |
|
|
Rotulagem
|
Velocidade
da Linha |
NA |
|
|
Comentários:
|
O
rendimento do processo de embalagem obteve um rendimento de no mínimo
igual a 98% ? |
Sim ___Não___ |
|
Se não,
explique na seção de Comentários. |
|
|
Todos os
critérios de aceitação foram atingidos? |
Sim ___Não___ |
|
Se não,
explique na seção de Comentários. |
|
5.7.8 Pessoal: Deve ser avaliado como parte da validação do processo, se o pessoal
envolvido
se encontra treinado/certificado ou
não para a atividade a ser executada.
OF Nº: ______
Peso
do Lote 1000 Kg
Produto:
Código: 10001
Lote :_____________
Data de Fabricação:
___/___/___
|
Colaborador |
Treinado
para o processo |
Existe
registro? |
Verificado
por: Data: |
10
Roberto
Carlos
|
|
|
|
|
Montanha |
|
|
|
|
Sadam |
|
|
|
|
Osama Bin Laden |
|
|
|
7.7.9 Monitoramento ambiental: Neste ponto, se avalia se o local de fabricação do produto
em
questão se encontra apto em termos de carga biológica para a sua execução.
|
Sala/Área |
Especificação |
Encontrado |
Verificado
por: Data: |
11
Sala de
manipulação
|
1000 ufc/mL |
|
|
12
Sala de
envase
|
10 000
ufc/mL |
|
|
|
Sala embalagem secundária |
NA |
|
|
|
NA = Não se aplica; contagem feita por
plaqueamento. |
|||
8. Resultados: Os resultados obtidos devem ser listados na forma de relatório de validação,
para cada processo específico, onde os dados acima tabelados são compilados e conclusões
sobre a adequabilidade do processo, sua reprodutibilidade, possíveis ajustes e a periodicidade
e motivos
que levem a necessidade de sua re-validação são enumerados.
9.
Relatório de validação:
Deve constar no relatório de
validação:
4
Produto;
4
Formulação;
4
Lotes
testados;
4
Identificação
dos equipamentos e áreas;
4
Plano
de amostragem;
4
Método
analítico utilizado;
4
Procedimento
de limpeza;
4
Número
de testes;
4
Descrição
completa da amostragem;
4
Critério
de aceitação utilizado e justificativa;
4
Resultados
obtidos;
4
Tratamento
estatístico e análise de resultados;
4
Conclusão;
conforme ou não;
4
Recomendações;
4
Assinaturas.
10.
Aprovações:
Protocolo de Validação XXX Aprovado CQ:
____________________________________ Data
___/____/____
Protocolo
de Validação XXX Aprovado GQ:
____________________________________ Data
____/____/____
Protocolo de Validação XXX Aprovado Produção:
____________________________________ Data
____/____/____
Protocolo de Validação XXX Aprovado Engenharia:
____________________________________ Data
____/____/____
11. Glossário de Termos: Listar todos os termos técnicos utilizados relacionados ao
processo de fabricação a ser validado para se obter homogeneidade na troca de
informações e entendimento de todos os envolvidos.
12. Anexos: São inseridos nesta seção PPOs de todas as atividades do processo que esta
sendo validado, os métodos de análise utilizados, protocolos de qualificação de instalações
e equipamentos e matrizes de
relatório de validação.
13. Referências Bibliográficas:
§ PVG 01/01- Confecção, distribuição e normas gerais para a confecção de documentos
de validação;
§ Berry, Ira R. ; Nash, Robert A . Pharmaceutical Process Validation 2th edition, Revised
and Expanded, 1996;
§
Guide to
inspections Validation of cleaning
process. FDA, 2000;
§
Guide to
inspections of
Process Validation. FDA,
2000;
§ Hwang, R. Process Desing and Data Analysis for Cleaning Validation, Pharmaceutical
Tecnology,
112-115, jan, 1997.
VALIDAÇÃO
DE PROCESSO DE LIMPEZA:
Busca contemplar a validação de todos os processo de limpeza utilizados dentro da
planta produtiva não só para as áreas de produção como também para todos os
equipamentos e utensílios utilizados. Serão sujeitos a validação os processo de limpeza
empregado, não só para os equipamentos de produção (granuladores, compressoras,
reatores e etc...), como para as linhas de produção (blistadeiras, linhas de embalagem
e similares), containers de matérias-primas e equipamentos de laboratório. Normalmente,
o grau de atenção dispensado, assim como, o rigor nos critérios de aceitação serão
proporcionais ao impacto do equipamento ou sistema em questão na qualidade
final
do produto.
A
primeira consideração a ser feita
seria:
O
QUE É LIMPO ??
Mais ainda; QUANTO LIMPO É O LIMPO????
A resposta a esta questão, aparentemente óbvia, mostra a complexidade do que
seria a validação de um processo de limpeza e sua importância. A eficiente limpeza de
um
equipamento ou área poderá evitar problemas gravíssimos, como;
DIAZEPAM
x
CITRATO
DE SILDENAFIL
O FDA requer que todos os dados referentes a a validação dos processos de limpeza
utilizados sejam capazes de demonstrar que houve a remoção total de todos os resíduos
ou impurezas presentes até um nível “aceitável”. Este critério de aceitação deve ser
determinado pela empresa em função das características de cada produto e de cada l
inha de produção. Estes procedimentos devem ser conduzidos de forma tal que se
considere o equipamento em questão, o tipo de produto nele processado e a possíveis
interações
deste com os agentes de limpeza.
Logicamente, os critérios de limpeza serão notavelmente diferentes quando se trata da
preparação de um shampoo em um reator de aço inox comparando-se a uma enchedeira
de
ampolas para injetáveis. O Federal
register em seu CFR 211.67 preconiza:
Equpment cleaning and maitenance: A planta produtiva e os equipamentos de produção
deverão ser limpos, mantidos e sanitizados com periodicidade adequada com a finalidade
de prevenir avarias ou contaminações que possam alterar a segurança, identidade, título,
qualidade ou pureza de um produto farmacêutico, fazendo com que este não atenda
requisitos
oficiais e de estabilidade.
Para se exemplificar a importância da validação de um processo de limpeza, em 1996 das
55 warning letters emitidas pelo FDA, 21 destas se relacionavam com problemas associados
a
cleaning validation. Nesta, subentende-se a limpeza química e microbiólogica.
Ao se iniciar o programa de validação de limpeza, deve ser confeccionado um documento
escrito que enumere todos os aspectos a serem abordados. Este é conhecido como Written
cleaning
program. Neste deve constar:
·
Protocolo de validação
·
Plano de validação
·
Responsabilidades
·
Documentação correlata
·
Detalhamento sobre os processos,
equipamentos e materiais utilizados
·
Métodos analíticos e sua validação
·
Desvios em relação aos outros lotes
precedentes
·
Programas de treinamento
·
Proteção dos equipamentos limpos
·
Explicação racional dos limites de aceitação
·
Inspeção dos equipamentos limpos antes da
validação
·
Prazo máximo de limpeza e etiquetagem
·
Registro e conservação dos documentos
produzidos
O programa de validação deve ser adaptado ao tipo de equipamento e de produto
em questão, existindo
diferentes cenários a serem confrontados;
-Produtos
biotecnológicos
-Fármacos
-Formas
farmacêuticas finais
Deve ser validado ainda, o tempo limite entre a conclusão do processo e o início da
limpeza. Devem haver métodos específicos de análise para se adequar ao processo de
validação, devendo ser comprovada a sensibilidade dos mesmos. Técnicas de amostragem
específicas
devem ser desenvolvidos para cada caso específico.
A nível
químico devemos analisar:
-Resíduos
de princípio ativo
-Resíduos
de excipientes
-Produtos
de degradação
-Resíduos
de detergente e ou sanitizantes
A nível
microbiológico devemos analisar:
-Água
-D
value
-Curva
de descontaminação
De forma similar ao que se observou para a validação de processos produtivos, a
validação de um processo de limpeza se iniciará com a confecção do validation master plan.
Neste
documento, deverá constar:
·
Diagrama do fluxo de produção
·
Equipamentos a serem limpos
·
Análise crítica do processo de limpeza
·
Procedimento analítico utilizado e técnica
de amostragem
·
Formato do protocolo de validação de
limpeza
·
Recursos envolvidos e qualificação do
pessoal
·
Definição de critérios a serem aplicados
para novos produtos
· Protocolos de suporte ( recovery factor; níveis microbiológicos e resíduos de
detergente)
Recovery factor: Parâmetro utilizado para se avaliar a eficiência do processo de a
mostragem;
o cálculo do fator de recuperação deve ser realizado nos seguintes aspectos;
-Parte
do equipamento a testar
-Tipo
de material
-Técnica
de recuperação do resíduo
Ainda deve ser ressaltado: O produto deverá ser recuperado com as mesmas técnicas de
amostragem para o caso real, sendo o equipamento sujo com o mesmo produto nas c
ondições
mais próximas o possível daquelas tidas como reais.
Esta determinação deverá ser feita em triplicata, devendo o mesmo ser superior a 60%
da quantidade teórica para que se considere a técnica como adequada. Todos os
procedimentos
operacionais devem ser seguidos conforme a realidade de produção.
Critérios de aceitação: Os critérios de aceitação para a validação de limpeza são os
padrões e especificações com os quais o procedimento de limpeza deve ser confrontado
para demonstrar a eficácia de remoção de princípios ativos, excipientes ou detergentes
do equipamento ou área, garantindo ainda que a presença de microrganismos se encontre
abaixo dos limites pré fixados. Estes critérios/limites de aceitação serão determinados
com
base nos seguintes pontos:
-Tipo
de produção: Estéril, sólido, cosmético etc... .
-Tipo
de limpeza: Manual ou automática
-Natureza
do produto: Potência, toxicidade, solubilidade, alergenicidade
Antes de se buscar verificar o atendimento dos limites de aceitação, o procedimento
de
limpeza deve observar;
-Nenhum
resíduo deve ser detectado visualmente após a limpeza
-A
quantidade limite da substância deve ser detectável pelo método analítico
proposto
-Após sua finalização o método de limpeza deve garantir a completa remoção do agente
de
limpeza
-não mais de 0,1% da dose normal terapêutica do produto fabricado poderá estar presente
na
dose máxima terapêutica do produto processado posteriormente após a limpeza
Caso este critério não
seja aplicável por alguma razão, temos:
Não mais de 10 ppm de cada produto pode ser detectado nos produtos posteriormente f
abricados
após limpeza, 10 mg de produto por quilo de produto posteriormente fabricado.
Caso
se considere o uso do produto e sua via de administração teremos:
Produtos
de uso tópico: 0,1 - 0,01%
Produtos
de uso oral: 0,01-0,001%
Produtos
estéreis: 0,001- 0,0001%
Nestes limites devemos considerar ainda, o volume do lote fabricado, anterior e
posteriormente
assim como a área do equipamento utilizado.
Quando se considera a toxidade do produto, podemos ter como limite de aceitação a
chamada NOEL ( non observable effective level) que é calculada dividindo-se a dose ativa
mais baixa do fármaco em questão por um fator de segurança, em geral 40, de acordo com
o
tamanho do lote.
Como são escolhidos os produtos para se desenvolver um procedimento de limpeza? Como se
determina
a ordem de prioridades da empresa?
Nesta escolha, serão escolhidos os produtos para os quais não serão utilizados precedentes
para
sua limpeza, sendo observado:
-Política
da empresa
-Uso
do método desenvolvido em produtos futuros
-Solubilidade
em água do produto
-Afinidade
com os excipientes
-Solubilidade
dos excipientes
-Toxicidade
-Restrições
ao emprego do produto
Com base no exposto, podemos afirmar que produtos muito tóxicos, como
citostáticos e digitálicos, b-lactâmicos ou psicotrópicos, não deverão utilizar
precedentes, devendo ser seus processos de limpeza
previamente validados.
Todos os produtos tidos como insolúveis (1,0 mg/L) e muito pouco solúveis ( 1mg/100mL)
serão alvos de validação. Deve ainda ser considerada a hidrofilia dos excipientes utilizados
e o uso de substâncias solubilizadoras que fazem com que haja a tendência a formar
incrustações
quando do uso de água para limpeza (precipitação do ativo).
A ED 50 do produto deve ser outro parâmetro a se considerar, devendo se organizar as
prioridades
primeiro com este parâmetro, seguido da solubilidade em água.
PREPARAÇÃO
DO PROTOCOLO DE VALIDAÇÃO:
Neste documento, será descrito o processo a ser seguido quando da execução do
procedimento
de limpeza e todas as demais informações a ele correlacionadas;
·
Descrição do objetivo do trabalho
·
responsabilidades
·
Descrição do produto:
Matriz
Solubilidade
em água
Dados
toxicolígicos e DL 50
Dose
terapêutica mínima
Posologia
diária
·
Desenvolvimento do critério de
aceitação
·
Descrição do processo de
fabricação evidenciando-se os pontos críticos
·
Descrição dos equipamentos
contendo suas geometrias e superfície total
|
Equipamento |
superfície de contato total (cm2) |
Material |
Local de limpeza |
NOP |
|
Misturador |
20.000 |
aço inox 316 |
sala de lavagem |
04-07 |
|
Peneirador mecânico |
7.800 |
rede de teflon com suporte em aço inox |
sala de lavagem |
04-12 |
|
Granulador Diosna |
130.000 |
aço inox |
in place |
04-04 |
|
Bomba dosador |
650 |
aço inox |
setup room |
04-20 |
·
Determinar critérios de aceitação
Best case
Worst case – qual ativo deve ser monitorado; em geral o mais tóxico, menos solúvel
em
água e ativo na menor dosagem
redução
a 10 ppm
·
Tipo de amostragem
Placebo
Swab
Imersão
·
Método de análise utilizado e sua validação
·
Avaliação dos resultados e indicação das
ações eventualmente necessárias
·
Conclusões e aprovação final do protocolo
Observações
gerais:
produtos que se degradam facilmente tendo seus produtos de degradação a capacidade
de catalisar o processo, devem receber atenção especial. Exemplo: Nifedipina - degrada
com a luz UV (nitro derivados) e com a luz solar (nitroso derivados). Se a limpeza não
for
eficiente depois do terceiro lote haverão problemas.
Deve ser previsto no processo validado a periodicidade para um processo de
sanitizacão
total.
( VOLTAR )