SALA LIMPA MÓDULO 3

 

 

 

Contaminação

 A presença de um elemento indesejável. 

A contaminação é proveniente de: 

Contaminação pro agentes estranhos 

a)   contaminação microbiológica  

b)   Contaminação cruzada 

- Química, física e microbiológica.  

Numero de pontos 

Fluxo de Ar

NBR 13700

ISO 14644/1

Unidirecional

O menor de:

A:2,32 ou (Ax64): 10elevado a M) elevado a 0,5

NL=(A) elevado a 0,5

Não-unidirecional

(Ax64): 10elevado a M) elevado a 0,5

A= área do ambiente (m²)

M= designação numérica da sala

NL=(A) elevado a 0,5

A= área do ambiente (m²)

 

 

Ex: Área com 253m2 N= 253/2,32=109 pontos amostragem

Ax64: (10M)0,5 N= 253x64(106,5) 0,5 N=9 pontos

(253)0,5=16pontos. 

 

Comparação entre pontos de medição 

Sala de 10m²

Classe

Sala de 50m²

NBR 13700

ISO 14644/1

NBR 13700

ISO 14644/1

5

4

100

22

7

4

4

1 000

18

7

2

4

10 000

6

7

2

4

100 000

2

7

 

 Monitoração (foto monitoração)

O momento e a freqüência 

Os microrganismos pesquisados  

Condições de verificação 

Volume coletado 

Numero de amostras 

Ponto controlado 

Fonte: USP 24 <1206> 

Locais 

Próximos dos produtos, combinando com a avaliação lógica do fluxo de ar.

    P22       P23  

    V22       V23  

        PRODUTO           PD3  

    V26       V25  

    P26        P25  

P= Ponto  

V= Ventilação  

PD= Pressão Diferencial  

 

Monitoração de Partículas Totais 

- Realizado com contador de partículas óptico.  

- Processo de conversão luminosa em energia elétrica proporcional ao numero  

  e tamanho de partículas interceptadas pelo feixe de luz.  

- Detecção, contagem e determinação do diâmetro a partir da intensidade da  

   luz, refletida pela partícula na faixa de 0,1 até 5micron.  

- Vazão de ar 1 pé3/minuto que corresponde a 28,3L/minutos.

 

  

Monitoração Microbiológica 

Amostragem Passiva 

-Exposição de Placas ( Settling Plates)

 

Amostragem Ativa 

-Impactação Direta 

-Impactação Centrifuga

 

Outros 

-Filtração 

-Borbulhamento em Líquido

 

 

Amostragem Passiva 

Placas expositoras: O ar entra em contato com a superfície do agar  passivamente 

através de placas expositoras.  

Desconhecimento do volume do ar amostrado.  

Pequena área em relação ao ambiente total.  

Ressecamento do material.  

Nutriente em exposições prolongadas  

Depende da gravidade natural  

Baixo Custo 

 

Amostragem Passiva 

¨O método de exposição de placas não deve ser usado como avaliação  

quantitativa dos níveis de contaminação microbiana em ambientes controlados¨ 

USP 24 <1116> Microbiological Evaluation p.2103

 

Amostragem Ativa-Impactação direta  

Considerado como método de referência para monitoração microbiológica  

quantitativa de ar ambiente.  

A coleta de microrganismos é resultante da impactação (direta ou entrífuga)  

do ar amostrado sobre superfície do meio de cultura.  

Os resultados são expressos em UFC e podem ser correlacionados com o  

volume de ar amostrado 

 

 

Equipamento 

 

CENTRIFUGAÇÃO 

        podendo ser quali ou quantitativamente analisados 

 

Filtração 

Vantagens:  

 

Desvantagens: 

 

Borbulhamento em Líquido

Vantagens: 

        antes da contagem. 

 

Desvantagens: 

 

Monitoração Microbiológica de Superfícies 

Placa de contato  

Placa de Toque  

Swab  

• Pressão 500+50g  

•Tempo 10+ 1 Segundo  

* Fonte: Norma Européia: CEN/TC 243 

 

 

Monitoração de Pessoas 

O monitoramento de pessoas fornece informações importantes da adequação de 

seus procedimentos de paramentação e práticas operacionais.  

 

Limites x Freqüência 

Classe

US/EU

Ar

Ativo/m³

Ar Passivo (90mm) CFU/4horas

Placa de contato (55mm) CFU/Placa

Luvas

5 dedos

CFU

Roupa

Freqüência

A

<1

<1

<1

<1

<1

1 x turno

B

10

5

5

5

5

1 x turno

C

100

50

25

20

20

1 x turno / 2 x semana

D

200

100

50

NA

NA

2 x semana

 

Fonte: USP 24 <1116>

  

Seleção de Meios de Cultura 

Baixa seletividade: Propiciar o Crescimento de grande variedade de microrganismos.

 

 

 

Sistema M Air T Isolator 

  

Principais contaminantes de um processo 

Fonte: Mitsubishi 

Contaminantes depositados sobre uma memória de 16KB

 

Microrganismos carregados pelo ser humano 

Pele da cabeça 1,5 x104 UFC/cm2  

Antebraço 1,0x103UFC/cm2  

Mãos e dedos 1,0x102UFC/cm2  

Secreção do nariz 107UFC/g  

Espirrando 108UFC  

Cerume dos ouvidos 106UFC/g  

Saliva 107UFCc/ml  

Fezes 1011 UFC/g  

 

Comportamento em áreas Limpas 

Contaminação

Falar

70 a105 m³

Tossir

140 a 210 m³

Espirrar

350 a 525 m³

  

Produtos diversos: 

 

Vestimentas 

Função: Contenção de partículas e microrganismos 

Conforto: O sistema de Vestimenta tem que ser confortável  

Custo: O custo do sistema de vestimentas tem que ser razoável.

  

Características / Função 

 

Partículas Geradas por pessoas em função de vestimentas e Movimentos  

Tipo de Roupa

Roupa de rua

Avental

Macacão completo

Tamanho de partículas

>0,3um          >0,5um

>0,3um             >0,5um

>0,3um        >0,5um

Sentado

448 000       300 000

142 000           112 000

14 900           7 500

Balançando os braços

4 450 000     2 900 000

462 000           300 000

48 600          18 700

Girar tórax

2 240 000      800 000

390 000           267 000

31 700          14 900

Andando

5 360 000     2 920 000

1 2850 000      1010 000

157 000         56 000

 

 Flora microbiana em sala limpa

A flora microbiana esperada em salas limpas compreende:

Cocos Gram +,Gram -, Bacilos e Leveduras, dependendo dos hábitos higiênicos dos operadores.  

 

Microrganismos X Produto 

Segurança do paciente e ou consumidor

Estabilidade do Produto 

Alteração da Viscosidade: pH, odor, cor e perda da eficácia terapêutica.  

  

Estratégias á sobrevivência de microrganismos em ambientes controlados  

 

Escolha dos desinfetantes  

         vegetativas, esporos e vírus.

 

Conceitos 

        químicos ou físicos, este processo não incluir a destruição de esporos. 

   pele, mucosa, tecidos, ou fluidos através de agentes químicos. 

        microrganismos em local que não os contenha. 

   microrganismos é preventiva .

  


Fenólicos: Bom espectro de ação, bom para superfícies. Deixa resíduos nas  

superfícies. Proibido para alimentos.


Quartenários de Amônio: Pouco tóxico, solúveis, estáveis, não corrosivo.  

Bom para paredes e piso


Liberadores de Cloro: Baixo custo, boa eficiência, grandeespectro de ação. 

 Corrosivo e irritante a altas concentrações.


Iodo: Pouca ação residual. Manchas superficiais. Utilizado para limpeza das mãos

Álcoois: Concentração de 60 a 90%. Não tem ação contra esporos, pouca  

ação residual. Utilizado como anti-séptico das mãos, luvas, especialmente  

em formulações na forma de gel.


Biguanidas : Baixa toxicidade, não agressivo a superfícies.

Aldeídos: Irritantes, pouco estáveis, utilizados para instrumentos  

cirúrgicos. Amplo espectro de ação.

 

Concentração de Uso(CIM)

 Anti-séptico 

         ou não á flora da pele). 

          produzir efeitos tóxicos ou irritantes.  

 

Procedimento de Anti-sepsia

  

Validação Microbiológica 

- Selecionar os locais de amostragem incluindo piso, paredes, bancadas ,  

  mãos operadores e outras superfícies  

- Utilizando-se de placas amostradoras de superfície, realizar o  

  monitoramento nos pontos pré determinados, durante a quebra da assepsia  

  da sala( que pode ser após o uso da mesma ou antes do procedimento de  

  desinfecção)  

- Promover a desinfecção com o desinfetante escolhido na concentração de uso  

- Registrar o tempo transcorrido entre a desinfecção e a secagem completa  

  área e o inicio da amostragem das superfícies  

- Repetir este procedimento de amostragem antes e após a desinfecção

  pelo menos 5 vezes e comparar os resultados obtidos.  

- Com esta técnica pode-se verificar a performance dos procedimentos de

  desinfecção adotados e a atuação do agente desinfetante sobre a flora

  microbiana presente nas superfícies, selecionando portanto o

   produto/procedimento mais adequado á atividade requerida.  

  

Limpeza da área. 

- Desinfetante Adequado  

- Solução filtrada  

- Equipamentos Indicados para área Limpa, antes do inicio do  

  processo(bem como houver parada da máquina)  

- Área mais classificada(Salas de envase) para menos classificada ( Vestiário)  

- Freqüência: Envase e criticas : Diariamente (após produção)  

- Vestiários: 2 vezes ao dia  

- Semanalmente ou quinzenalmente: Seqüência completa  

  (teto,parede,equipamentos e piso).  

  

Lavagem de Roupas para área limpa 

- É necessário que a roupa seja lavada e esteja de acordo com a

  classe da área em que será usada,  

- Preferencialmente deve ser usado um detergente liquido,  

- As máquinas de lavar e secar devem ser de material adequado e

  as utilidades filtradas de acordo com a área,  

- As roupas devem ser adequadamente embaladas para permitir

  esterilização posterior,  

- Periodicamente as roupas devem ser testadas para verificar se

  ainda estão integras como barreira  

- Se esssas operações forem feitas em terceiros, é necessário que

  estes sejam qualificados.

 

Resolução –RDC n° 210 de 04 de Agosto de 2003 D.0.U de 14/08/2003

Parte C  

17. Produtos Estéreis

A produção de preparação de estéreis deve ser feita em áreas limpas, cuja

entrada de pessoal e de materiais deve ser feita através de câmaras de

passagem. As áreas devem ser mantidas dentro de padrões de limpeza

apropriados e, devem conter sistema de ventilação que utilizem filtros de

eficiência comprovada.

 

As diversas operações envolvidas, no preparo de materiais(tais como:

recipientes e tampas), no preparo do produto, no enchimento e na

esterilização devem ser realizadas em áreas separadas dentro da área limpa 

 

Diretrizes 

Velocidade do ar: 0,30m/s(fluxo Laminar) e 0,45m/s (fluxo horizontal).

Número de Trocas: superior a 20 trocas por hora.

N° de pontos: amostragem confiável

 

Sistema de classificação do ar para a produção de produtos estéreis 

 

Grau

Em descanso

Em operação

Número máximo de partículas permitidos / m³

Número máximo de partículas permitidos / m³

0,5-50um

Acima de 50um

0,5-50um

Acima de 50um

A*

3 500

0

3 500

0

B

3 500

0

350 000

2 000

C

35 000

2 000

3 500 000

20 000

D

3 500 000

20 000

Não definido

Não definido

 

Fonte: WHO Technical Report Sereies, n° 902,2002  

 

Produção de Produtos Estéreis ( três categorias) 

Primeira: quando o produto é envasado e fechado em seu recipiente primário 

e em seguida esterilizado.  

Segunda: quando o produto é esterilizado através de filtração e envasado em 

recipientes previamente esterilizados.  

Terceira: quando o produto não pode ser esterilizado por filtração nem por 

esterilização final e consequentemente tenha que ser produzido a partir de

matéria-primas estéreis e envasado de forma asséptica em recipientes

 previamente esterilizados.

 

Produtos com esterilização final. 

- Em geral, as soluções devem ser preparadas em áreas que apresentem grau C,

 para que haja baixa contagem inicial de microrganismos e de partículas, criando 

assim condições adequadas para filtração e esterilização imediata  

- As soluções podem ser preparadas em grau D, desde que tomadas as medidas 

adicionais no sentido de minimizar a contaminação, tal como a utilização de

 recipientes fechados.  

- No caso de Soluções parenterais, o envase deve ser feito sob um fluxo

laminar de ar (grau A), instalado em uma área de grau C. 

O preparo de outros estéreis: pomada podem ser conduzidos em ambiente

de grau C, antes da esterilização final. 

 

Produtos esterilizados por filtração: 

- Manuseio das matérias primas e o preparo de soluções devem ser feitos

em áreas com grau C. Podem ser realizadas em ambientes grau D desde

que tomadas medidas adicionais para minimizar a contaminação. 

Após a filtração estéril, o produto deve ser manuseado em área grau A ou

B, circundada por B ou C, respectivamente 

Produtos estéreis preparados a partir de matérias-primas estéreis, em

condições assépticas. 

O manuseio de matérias-primas e todo processamento adicional devem

ser feitos em áreas com grau A ou B, circundado por Grau B ou C,

respectivamente

 

Pessoal: 

N° mínimo. Se possível as inspeções e outros controles devem ser

realizados do lado de fora  

Treinamento para todos os envolvidos  

Vestimenta adequada  

GrauD: O cabelo e a barba devem ser cobertos. Devem ser usadas

vestimentas protetoras e sapatos próprios para a área ou protetores de

calçados.  

Grau C: o cabelo e barba devem ser cobertos. Devem ser usadas

vestimentas amarradas no pulso e com gola alta. sapatos próprios para

a área ou protetores de calçados.  

Grau B: Deve ser usado capuz que cubra totalmente o cabelo e a

barba, a borda inferior do mesmo deverá ser colocada para dentro da

vestimenta. Deve ser usada máscara. Luvas esterilizadas, sem talco,

além de botas desinfetadas ou esterilizadas. As barras da calça devem

ser colocadas para dentro das botas, assim como as mangas colocadas

para dentro das luvas.

 

Pessoal em salas de grau B e C 

Devem receber roupas limpas e esterilizadas a cada sessão de trabalho.

As luvas devem ser regularmente desinfetadas durante as operações,

as máscaras e luvas trocadas a cada sessão de trabalho.  

As operações de limpeza e esterilização das vestimentas devem seguir os POPs

 

Processos de esterilização Validados 

Calor seco  

Calor úmido  

Radiação

 

Bibliografia:  

Internet

www.iest.org/publctns/fedstd209.htm  

Federal Standard 209 E

www.iso.gov.br 

ISO 14644-International Organization for Standardization

www.pda.org 

PDA-Na International Association for Farmacêutica Science and

Tecnology

www.abnt.gov.br

NBR 13700 – Normas de Salas Limpas

www.iest.org 

Institute of Environmental Science and Technology

www.anvisa.gov.br/legislação 

RDC 210 outras norma

 

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